ANDAIMES


Andaime é uma estrutura provisória e auxiliar que vai permitir o contacto directo com elementos de uma obra fora do alcance do trabalhador,  tem de ser construído de acordo com todos os princípios de estabilidade e segurança.
Em Portugal é obrigatório o uso de andaimes sempre que um trabalho se efectua a mais de 4 metros do solo ou de uma superfície contínua que ofereça condições de segurança para que sobre ela sela montado um andaime.



No que se refere ao material de construção, os andaimes podem ser de:
- Madeira, 
- Metálicos
- Mistos 
No entanto os de madeiras, praticamente já não se utilizam.


Seja qual for o tipo de material usado na concepção dos elementos do andaime, estes devem respeitar as seguinte condições:
- segurança
- Facilidade e rapidez de montagem e desmontagem
- Leveza.
- Possibilidade de reutilização e adaptação a obras com características diferentes.

Relativamente à primeira condição (segurança) deve referir-se que os andaimes devem ser solidários com a construção (ancorados) ou nos casos em que tal não seja possível devem constituir uma estrutura com estabilidade autónoma. Esta preocupação de segurança exclui totalmente a possibilidade de fixar andaimes a cofragens.




ANDAIMES METÁLICOS

Os andaimes metálicos são, hoje em dia, os mais vulgares e quase os únicos a serem empregues em meios urbanos desenvolvidos.
Os andaimes metálicos podem ser classificados em dois grandes grupos designados por andaimes de pés fixos e pés móveis, podendo ainda qualquer dos grupos ser constituído por tubos e acessórios ou elementos pré-fabricados.
Regra geral a montagem e desmontagem destas estruturas são exclusivo de empresas especializadas que assumem também a responsabilidade destas operações.

A versatilidade destes sistemas reside na versatilidade das uniões e/ou encaixes susceptíveis de satisfazer as mais variadas situações quaisquer que sejam as posições e ângulos dois tubos. Existem no mercado vários sistemas patenteados sendo os princípios base bastante idênticos.

Sendo a situação mais frequente a que corresponde à montagem da estrutura ser efectuada por firma especializada para ser utilizada por outros trabalhadores convirá divulgar algumas normas gerais sobre sete tipo de estruturas.

Uma regra fundamental a respeitar é que não devem nunca associar-se elementos de patentes diferentes num mesmo andaime. Na realidade peças que às vezes parecem ter uma adaptação perfeita quando submetidas a esforços mostram que não foram concebidas para trabalharem em conjunto e quando isto acontece regra geral é sob a forma de acidente.

Muitas vantagens impuseram no mercado as estruturas metálicas sendo de salientar:
- Adaptam-se a todo o tipo de obras.
- Resistem a esforços elevados em problemas de flexão e rotura.
- São de montagem e desmontagem fácil e rápida.
- São leves .
- Necessitam de pouca mão de obra
- Têm longa duração
- São agradáveis à vista.



CLASSIFICAÇÃO DOS ANDAIMES DE ACORDO COM A FUNÇÃO:

- Andaimes para construção – Quando se destinam a possibilitar a construção de uma obra
- Andaimes de conservação – Quando se destinam apenas a obras de conservação e portanto com uma utilização mais reduzida no tempo
- Andaimes de serviço – Quando se destinam a satisfazer as necessidades de circulação e trabalho do pessoal.
- Andaimes de segurança – Quando se destinam a impedir ou minorar os efeitos das quedas de trabalhadores, de materiais de construção e ferramentas. Estes andaimes podem ser concebidos para proteger o trabalhador, o público ou ambos.
- Andaimes de torre – São formados por uma estrutura com uma área de implantação muito reduzida em relação à altura da estrutura (ex: Construção de chaminés) que têm como principal problema a estabilidade.

- Andaimes de carga ou sustentação – Destinam-se a suportar o peso próprio da obra. São estruturas que servem de apoio a cofragens e depois da betonagem suportam o impulso das peças betonadas e cuja concepção se afasta dos outros tipos de andaimes.



NOMENCLATURA DOS ANDAIMES

Os andaimes são compostos por elementos que, regra geral, se adaptam aos diversos tipos de andaimes.
- Prumos – Elementos verticais destinados a suportar os esforços transmitidos pelas outras peças do andaime e transmiti-las ao solo. Os andaimes têm geralmente duas fiadas de prumos.
- Tábuas de pé ou plataformas – Podem ser de madeira ou metálicas e servem de plano de circulação dos trabalhadores e por vezes apoio a ferramentas e algum material de construção.
- Travessas – São elementos horizontais que servem para travar os prumos na direcção perpendicular ao plano do andaime ligando as duas fiadas de prumos e servindo de apoio às plataforma/tábuas de pé.
- Guarda corpos – Elementos horizontais dispostos paralelamente às plataformas situadas 90 cm acima daquelas cuja principal função é proteger o trabalhador de quedas do andaime mas que também serve para assegurar o travamento longitudinal do andaime.
- Guarda cabeças ou rodapé - Elementos horizontais dispostos ao longo das plataforma que se destinam a impedir a queda de objectos colocados sob as plataformas.
- Travessas ou diagonais – Destinam-se a assegurar o travamento longitudinal do andaime.



MONTAGEM E DESMONTAGEM DOS ANDAIMES

A construção, desmontagem, e modificação de andaimes são operações que pressupõem conhecimentos especializados e devem por isso ser efectuadas por pessoal habilitado nessa matéria dirigido por técnico responsável.

Antes da montagem de um andaime as peças que o compõem devem ser cuidadosamente inspeccionadas rejeitando-se todas as que não obedecerem às condições de segurança exigidas.
Por outro lado devem fazer-se cuidadosas inspecções periódicas ou quando a utilização do andaimes for interrompida por mais de 8 dias. De qualquer forma o carácter provisório de um andaimes aconselha que o seu estado de conservação seja frequentemente avaliado pois muita vezes é necessário algum tempo de utilização para que defeitos já existentes se tornem aparentes.

 Video (Montagem de um andaime de fachadeiro):



ENGª NORA STANTON BLATCH


Nora Stanton Blatch Barney, nasceu a 30 de Setembro de 1883, Basingstoke, Reino Unido, faleceu a 18 de Janeiro de 1971, Greenwich, Connecticut, EUA.

Pertenceu a uma família de Sufragistas, de mulheres que lideram movimentos pela igualdade dos direitos das mulheres e desde cedo seguiu os passos da sua avó, Elizabeth Cady Stanton e de sua mãe Harriot Stanton Blatch.

(da esquerda para a direita) Nora Blatch Stanton DeForest Barney, Elizabeth Cady Stanton, Harriot Stanton Blatch
Nora Stanton Blatch Barney, nasceu em Hampshire, e foi a PRIMEIRA MULHER A TORNAR-SE ENGENHEIRA CIVIL nos Estados Unidos da América, formou-se em 1905 na Universidade de Cornell. Nesse mesmo ano, Nora, foi a primeira mulher, a ser aceite como membro da Sociedade Americana de Engenheiros Civis. Trabalhou durante um ano (1905-1906) para a Companhia da Ponte Americana (American Bridge Company) e no Conselho de Abastecimento de Água, da cidade de Nova Iorque.
Lee De Forest "Father of Radio"
Acabou por fazer cursos de Matemática e Eletricidade na Universidade da Columbia, para poder trabalhar como assistente no Laboratório de Lee de Forest, inventor do rádio pioneiro, rádio tubo de vácuo. Casou com Forest em 1909, o casamento durou 2 anos, foi Blatch que exigiu o divórcio o Forest veio comentar no New York Times, que o divórcio deveu-se a Nora "era toda mentalidade e ambição", disse que ela "insistia em continuar a sua carreira como engenheira hidráulica", numa altura em que a profissão exigida das mulheres era serem donas de casa. O título da entrevista foi "Warns Wives of Careers" (Advertências das carreiras das esposas) Forest disse ainda que as mulheres começam a sacrificar a sua vida de donas de casa para se dedicarem a uma causa profissional. Nora, como sufragista, dedicada à emancipação da mulher e do seu papel na sociedade, não aguentou os ideais do seu ex esposo.




Rhoda Jenkins e Nora Stanton Blatch
Depois de retornar à cidade de Nova Iorque, Nora Blatch, trabalhou como Engenheira Assistente na Empresa Radley, de construção de aço, de 1909 a 1912. E por vários anos foi Engenheira Assistente da Comissão do Serviço Público de Nova Iorque (desde 1912). Começo a trabalhar em part-time (em 1914), como Arquiteta e Projetista em Long Island. Em 1916 ganhou notoriedade quando apresentou um processo contra a Sociedade Americana de Engenheiros Civis, que determinaram que Nora Blatch não poderia mais ser membro da Associação, porque tinha passado a idade de ter o estatuto de Junior. Nora perdeu a causa em tribunal.

Em conjugação com a sua vida profissional, Nora dedicou o seu tempo à causa sufragista. Fundou um clube de sufragistas em 1909 até 1917. Tornou-se presidente em 1915 da União Política das Mulheres, sucedendo à sua mãe e editou a "Organização Política Mundial das Mulheres".
Em 1919, casou com Morgan Barney, um Arquiteto ao Serviço da Marinha. E mudou-se para Greenwich, Connecticut. Manteve a sua vida política ativa nos últimos anos da sua vida, escrevendo panfletos "Mulheres são Seres Humanos" (1946).





SEMINÁRIO "A ENGENHARIA DE REABILITAÇÃO"

ISEL, AUDITÓRIO A, 15 / OUT / 15 às 14:00
A Engenharia de Reabilitação, não sendo uma área do conhecimento nova, é ainda desconhecida de muitos. Neste seminário começa-se por enquadrar a área da Reabilitação das pessoas com deficiência e por explicitar qual o papel do Engenheiro de Reabilitação, referindo em particular a especificidade da atuação destes Engenheiros em comparação com as outras áreas de Engenharia. De seguida, apresentam-se diversos exemplos das Tecnologias de Apoio hoje disponíveis, organizados por áreas funcionais: mobilidade, manipulação, comunicação, orientação e cognição.

WORSHOP EDIFÍCIOS:INSPECIONAR, REABILITAR E GERIR

WORSHOP EDIFÍCIOS:INSPECIONAR, REABILITAR E GERIR, organizado pela Área Departamental de Engenharia Civil do ISEL irá apresentar no dia 4 de Junho de 2015 às 14h no Auditório C, ISEL
Participação gratuita e inscrição obrigatória para os endereço:
- ipme@dec.isel.pt
- pgreabilitacao@dec.isel.pt



FALTA DE ENGENHEIROS EM PORTUGAL


"Não há engenheiros civis para as encomendas que o próximo quadro comunitário de apoio deixa antever. Ordem dos Engenheiros teme um cenário de profissão de imigrantes. As Universidades estão a produzir um terço dos profissionais que virão a ser precisos."

por Teresa Almeida


Portugal poderá ficar, a curto prazo, sem profissionais de engenharia suficientes para tornar possíveis as infraestruturas previstas no próximo quadro comunitário de apoio. O problema é particularmente agudo no caso da engenharia civil.

O alerta parte do presidente da secção Norte da Ordem dos Engenheiros, Fernando Almeida Santo, que, em declarações à Renascença, sustenta que, se nada for feito em contrário, a profissão de engenheiro será, em Portugal, uma profissão de imigrantes.

"É fácil perceber que no pacote de investimentos 2014-2020 há investimentos em ferrovias e portos, o que leva a perceber que vamos ter necessidade de engenheiros que não estamos a produzir”, avisa, completando: "Se isto assim continuar, vamos ter de ir buscar mão-de-obra qualificada ao estrangeiro”.

Fernando Almeida Santo diz que Portugal está a produzir um terço dos engenheiros civis de que vai precisar, pelo que é necessário que as faculdades portuguesas "produzissem entre 350 a 400 engenheiros", quando, nesta altura, "não estão a sair mais de 150 a cada dois anos”.

O desemprego e a necessária imigração para países com maior volume de obras neste tempo de crise, explicam, em parte, a pouca procura, mas o desinteresse prende-se também, para este responsável, com uma questão de "modas".

"O curso de engenharia não está na moda”, diz, avançando uma tese para o fenómeno: “Quando um aluno do secundário pensa 'eu quero ser um grande médico, ou arquitecto, ou músico', centra-se em si próprio. No caso da engenharia, essa individualidade dissipa-se".

Assim, o  presidente da sessão Norte da Ordem dos Engenheiros defende a necessidade de "explicar aos mais novos que esta profissão é feita em equipa e que, dificilmente, serão reconhecidos individualmente".


CYPECAD MEP | PROJETO DE ESTRUTURAS


Webinar (curso online): Projeto de estruturas - Parte 1 - CYPECAD
Ciclo de cursos gratuitos CYPE
Publicado em: 11-03-2015
A Top Informática iniciou um novo ciclo de webinars online, gratuitos, sobre o software CYPE, destinados a arquitetos, engenheiros civis, eletrotécnicos, mecânicos e de telecomunicações.
Este ciclo será de natureza formativa. Serão elaborados os vários projetos de especialidades de uma determinada obra.
Cada webinar terá a duração de 40 minutos de exposição realizada pelo orador CYPE mais 20 minutos onde os participantes poderão colocar as suas questões através do chat.
O próximo webinar online ocorrerá já na próxima segunda-feira, dia 16 de março, de acordo com a ficha técnica que se apresenta.
TemaProjeto de estruturas - Parte 1 - CYPECAD (curso online)
Data16/03/2015
HorárioExposição 40 min, questões 20 min
14h30 a 15h30 (UTC / Portugal)
15h30 a 16h30 (Angola)
13h30 a 14h30 (Cabo Verde)
16h30 a 17h30 (Moçambique)
Objetivo geralIntrodução da estrutura de uma moradia.
Objetivos específicosCriação da obra e introdução de dados para o cálculo da estrutura.
ConteúdoDefinição da estrutura a partir da arquitetura e opções para o cálculo.
DestinatáriosProjetistas, utilizadores CYPETendo por base a experiência adquirida durante anos pelo Departamento Técnico da Top, o orador CYPE apresentará metodologias de trabalho inovadoras para os projetistas, já utilizadores do CYPE, que se traduzem numa maior eficácia de utilização do software.
Projetistas, não utilizadores CYPE
A exposição feita ao software demonstrará as suas potencialidades podendo o projetista, ainda não utilizador CYPE, aferir o quanto é possível conciliar a produtividade do software com as capacidades de análise e controlo dos resultados obtidos.
Inscriçõeshttps://attendee.gotowebinar.com/register/7561248370779172354
Após a sua inscrição receberá e-mail automático de confirmação.
A sua participação exige a ligação através da aplicação “Citrix Online Launcher”. Para uma instalação atempada, o webinar será aberto 30 minutos antes da hora marcada.
Próximos webinarsProjeto de estruturas – Parte 2 – CYPECAD
Projeto de arquitetura CYPE, projeto térmico, projeto acústico – CYPECAD MEP
Projeto de abastecimento de águas, drenagem de águas residuais e pluviais – CYPECAD MEP

XI ENEEC


Este ano o décimo primeiro encontro de estudantes de engenharia civil, vai ocorrer em Coimbra, a cidade estudantil, e prevê-se um grande convívio entre todos os estudantes de engenharia civil. Não percas a oportunidade deste convívio, INSCRIÇÕES AQUI!!
A visita técnica à CIMPOR é incompatível com as visitas à ETA da Boavista, ITeCons e Laboratórios do DEC.
Preços em vigor até às 23h59 do dia 18 de Março de 2015, a partir dessa data acresce uma taxa de 5€ em todos os packs.
Inscrições encerram às 23h59 do dia 24 de Março de 2015
Irás receber a confirmação da tua inscrição no mail que indicaste no prazo de 48 horas. Caso não recebas, envia um email para eneec2015@gmail.com