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COMBOIO SUSPENSO WUPPERTAL


A cidade de Wuppertal (Alemanha) tem o monocarril suspenso mais antigo do mundo. 

Foi projetado por Eugen Langen, que originalmente planeava construi-lo em Berlim, foi inaugurado em 1901 pelo imperador alemão Guilherme II, o comboio não circula sobre as ruas, mas suspenso a 12 m de altura (39 pés e 4 polegadas) acima da superfície do rio Wupper entre Oberbarmen e Sonnborner Straße (rua de Sonnborn) (10 km) e cerca de 8 m acima das ruas da cidade, entre Sonnborner Straße e Vohwinkel (3,3 km).


A estrada de ferro suspensa têm um percurso de cerca de 13,3km de extensão e a viagem completa dura cerca de 35minutos. Atualmente o comboio continua em atividade, sendo que transporta cerca de 25 milhões de passageiros anualmente, cerca de de 2 bilhões desde a sua abertura.

O Schwebebahn opera dentro da associação de transportes VRR.

O vídeo que se segue inclui a passagem por Wuppertal, Vohwinkel e Oberbarmen:

Fim.

DEMOLIÇÕES


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Demolição – Segundo Decreto-Lei n.º 555/99 de 16 de Dezembro, as  Obras de demolição são obras de destruição, total ou parcial, de uma edificação existente.








1.    Antes de dar início aos trabalhos de demolição deve:
·         Ter acesso ao desenho do edifício a demolir (plantas, alçados, cortes) para uma perfeita definição geométrica; (desenhos amarelos e encarnados, sendo que o amarelo é para demolir e o vermelho para construir, ver exemplo infra)
 
Planta de amarelo e encarnado
·         Avaliação da natureza dos materiais a demolir;
·         Retirar todos os elementos frágeis, como envidraçados e estuques e fasquiados;
·         Assegurar o corte de gás, fornecimento de água e energia eléctrica;
·         O eventual fornecimento de água ou energia eléctrica, durante os trabalhos, seja feito de forma a não exigir a passagem de cabos ou condutas pela zona de trabalho;

2.    Plano de demolição deve incluir:
a)    Estabelecimento de uma ordem de execução dos trabalhos
b)    Garantias de que esses trabalhos não colocam em risco: 
·         segurança dos trabalhadores;
·         construções vizinhas; 
·         público que circule próximo da zona a demolir
c)    Reconhecimento do Local
d)    Escolha do Processo de Demolição 
e)    Demolição (Trabalhos preliminares) 

3.    Processos de Demolição:

3.1.  Demolição Manual - quando utilizam utensílios manuais (maças, picaretas, pás , ...) ou ferramentas mecânicas portáteis (martelo-percussor, maçarico, ...).  
O método tradicional, consiste em desfazer a construção por andares, de cima para baixo .
Este método permite grande recuperação de materiais demolidos, estes detritos são evacuados por meio de cordas, cabos, roldanas, guinchos, desde que se trate de zonas vedadas à permanência ou circulação do pessoal.
Este método exige muita mão-de-obra, pelo que se torna caro e lento.

3.2.  Demolição Mecânico - quando são totalmente efectuadas à custa de máquinas não portáteis que pode ser:
3.2.1.    Por tracção – Utilizam bulldozers ou quaisquer outras máquinas capazes de fazer a tração de um cabo. As zonas a demolir devem possibilitar boa aderência de um cabo metálico (sendo necessário fazer previamente um poço horizontal na alvenaria, que garanta essa aderência), a tração provocada pela máquina provoca os desmoronamento. 
3.2.2.    Por compressão – Faz-se com pás mecânicas, tractores bubulldozer que arremetem de encontro à construção empurrando-a ou fazendo-a desmoronar-se à custa de pancadas fortes.
Este processo tem como limite o alcance do braço da máquina, isto é, à altura da construção não deve ser maior do que o comprimento do braço da máquina medido na sua projecção horizontal. Uma altura superior levaria a que os materiais caíssem em sentido contrário, atingindo a máquina durante a queda.
3.2.3.    Bola de grande massa – É efectuada por máquinas, do tipo das gruas móveis, que têm suspenso um cabo com uma esfera metálica de grande peso a qual actua por movimento pendular ou queda vertical à maneira de um pilão.
O peso da bola varia com a natureza da obra a demolir, mas sobretudo com as capacidades da máquina. Em geral, tem entre 500 e 2000 Kg.
Neste tipo de demolição o aproveitamento de materiais recuperados é mínimo. Só deve utilizar-se, portanto nos casos em que não está em causa esse aproveitamento e apenas a rapidez da execução do trabalho.
No caso de demolição com bola, o espaço livre à volta do muro deve ser, pelo menos, uma vez e meia da altura do muro, para haver a garantia de os desmoronamentos não atingirem outras construções.
3.2.4.    Com recurso a gruas de torre – nas demolições, o braço da torre é permanentemente horizontal e o movimento a dar à esfera, pendular, pode comprometer a sua estabilidade.

3.3.  Por Expansão – quando utilizam uma fonte de energia (explosivos) que desintegram os elementos da construção designada por “impulsão”.
3.3.1.    Rebentador hidráulico 
3.3.2.    Rebentador carbónico
3.3.3.    Explosivos:
3.3.3.1.    Assegurar que as linhas aéreas de energia eléctrica ou telefones existentes na vizinhança da demolição se encontram sinalizadas e protegidas, de acordo com as indicações das respectivas entidades exploradoras;
3.3.3.2.    Proteger com barreiras as eventuais zonas perigosas que se encontram fora das zonas vedadas;
3.3.3.3.    Sempre que os trabalhadores tiverem de actuar em locais que apresentem riscos de queda devem ser instalados: guarda-corpos, palas de protecção, estrados de protecção;
3.3.3.4.    Não deve ser permitido a existência de trabalhadores em mais de um nível de forma a evitar riscos para o pessoal que trabalha nos níveis inferiores;
3.3.3.5.    Deve haver o cuidado com peças que possam estar corroídas no seu interior de forma a não acontecer a sua queda antes da altura prevista (como as madres de madeira);

4.    Trabalhos Preliminares 
  • Cortar os fornecimentos e as instalações de energia eléctrica, gás, água, telefone, etc;
  • Esvaziar eventuais depósitos de água;
  • Vedar e sinalizar a área de demolição;
  • Escorar os elementos de construção que possam cair antes da altura prevista;
  • Caleiras, utilizadas para detritos leves, devem ser fechadas para impedir a fuga de materiais; devem dispor de um dispositivo de retenção suficiente para deter a corrente dos materiais
  • Os primeiros materiais a ser demolidos são os suportados e só depois os suportantes; 
  • As peças que, para ficarem soltas, têm que ser arrancadas e conduzem a movimentos brusco, devem ser retirados com muito cuidado, de forma a não precipitarem o trabalhador no vazio;
  • Quando se trate de utilizar telhas, as folhas de zinco ou as placas de fibrocimento, ou outras, de uma cobertura, estas não devem servir de apoio aos trabalhadores. Deve aceder por paredes laterais até à cumeeira e daí para a base do telhado, apoiando-se o trabalhador em escadas;
  • Na demolição de paredes, não é permitido o apoio nelas se estas não tiverem um mínimo de 35 cm de espessura e um máximo de 6 m de altura. Deve ser usado um arnês que será preso a elementos com resistência suficiente para esse fim; 
  • Se houver necessidade de acumular elementos da demolição num piso, este deve ser devidamente escorado; 

5.    Demolição de Betão (cuidados)
  • A demolição de uma peça betonada só deve ser levada a cabo depois de se saber quais são os seus apoios e onde estão; 
  • A existência destes betões (utilizado sobretudo em paredes) deve ser previamente referenciada para os trabalhadores saberem que as peças por eles formadas irão opor uma menor resistência à demolição da que poderia, em princípio, avaliar-se.
  • Quando se trata da demolição de um edifício, depois de um incêndio, levar em conta o facto de ser vulgar nestas circunstâncias, que haja betão desligado das armaduras pela exposição ao calor e lajes ou vigas, aparentemente intactas, terem perdido interiormente resistência deixando de poder aguentar com pesos, inclusive o peso dos trabalhadores.
  • Existem betões (celulares, etc) cuja resistência é bastante inferior à do betão normal, ainda que não difiram muito na aparência exterior.
  • No caso de betão pré-esforçado a demolição deve ser estudada cuidadosamente pelos técnicos responsáveis por forma a evitar acontecer descontracções bruscas. O corte de uma armadura neste tipo de betão pode modificar por completo as condições de estabilidade e de resistência de uma peça.

6.    Casos específicos de demolição 
  • Muros e estruturas verticais:
  • Escadas: Devem ser as últimas peças a demolir em cada piso, uma vez que são necessárias (oferecendo segurança) à circulação do pessoal, e ter-se em conta as seguintes regras:
    • Uma escada encastrada deve demolir-se da ponta do balanço para o encastramento;
    • Uma escada apoiada em patamares deve demolir-se do meio vão para os apoios;
    • Uma escada apoiada lateralmente em vigas deve demolir-se do centro do vão para os lados.
  • Chaminés: No caso de estarem próximas de outras construções, devem demolir-se manualmente, construindo para isso um andaime que funcione como estrutura independente e que permita o acesso ao seu ponto mais alto; ou então com o trabalhador dentro da chaminé, apoiado numa escada interior, demolindo-se a alvenaria em círculos, de cima para baixo, e atirando para o exterior o material demolido.
No caso de chaminés altas e isoladas, que permitam o seu derrube pela base, de uma só vez, pode utilizar-se o método que consiste em eliminar três ou quatro fiadas se tijolos, acerca de 0,80 m da base e só em cerca de metade do seu diâmetro, e depois provocar um incêndio forte dentro da chaminé. O fogo acabará por minar esse apoio, já fraco, e provocar o desmoronamento. Também é possível utilizar com o mesmo efeito um explosivo fraco.
  • Pavimentos e Lajes de Cobertura: Quanto à sua demolição, no caso de haver chaminés ou condutores de ventilação, deve começar-se por eles. E durante todo o trabalho, os executantes devem apoiar-se e circular pelas vigas maiores, com maior importância na estabilidade da estrutura.
No caso de tectos antigos, de madeira, nunca usar a sua estrutura como apoio dos trabalhadores, pois em geral estas estruturas aparentam uma resistência que, na realidade, já não têm.
  • Abóbadas e Arcos: O ponto central, é a chave da estabilidade da abóbada ou de um arco, logo o escoramento a fazer-se deve iniciar-se sobre este ponto.
Quanto à sua demolição, deve referir-se o caso das abóbadas múltiplas, apoiadas umas nas outras, onde às vezes a demolição de uma leva ao desmoronamento imediato das outras. Um trabalho deste tipo faz-se sempre escorando as abóbadas que não estejam a ser demolidas, até à final, que em geral acaba por desabar um tanto descontroladamente.
A demolição de uma abóbada faz-se do centro para as extremidades, seguindo uma trajectória em espiral.
·         No caso de alvenarias muito compactas ou grandes peças de betão, pode utilizar-se um martelo pneumático montado na extremidade do braço de uma pá ou escavadora mecânica.

7.    Medidas de Segurança:
  • Zonas em altura: arnês preso a um cabo de vida, preso este a uma estrutura resistente 
  • Demolições de taipa: máscara de protecção para poeiras
  • Delimitação da área envolvente do edifício objeto da demolição,
  • Colocação de redes ou lonas para evitar a projeção de materiais e proliferação de poeiras,
  • Se a intervenção invadir passeios ou parte da calçada deverá ser colocada sinalização luminosa e criação de corredores de segurança para passagem de pessoas,
  • Montagem de escoramentos e estruturas auxiliares de suporte,
  • Plataformas de trabalho com barreiras de segurança,
  • Cabos de segurança (linhas de vida e cintos/arnês de segurança)

ANDAIMES


Andaime é uma estrutura provisória e auxiliar que vai permitir o contacto directo com elementos de uma obra fora do alcance do trabalhador,  tem de ser construído de acordo com todos os princípios de estabilidade e segurança.
Em Portugal é obrigatório o uso de andaimes sempre que um trabalho se efectua a mais de 4 metros do solo ou de uma superfície contínua que ofereça condições de segurança para que sobre ela sela montado um andaime.



No que se refere ao material de construção, os andaimes podem ser de:
- Madeira, 
- Metálicos
- Mistos 
No entanto os de madeiras, praticamente já não se utilizam.


Seja qual for o tipo de material usado na concepção dos elementos do andaime, estes devem respeitar as seguinte condições:
- segurança
- Facilidade e rapidez de montagem e desmontagem
- Leveza.
- Possibilidade de reutilização e adaptação a obras com características diferentes.

Relativamente à primeira condição (segurança) deve referir-se que os andaimes devem ser solidários com a construção (ancorados) ou nos casos em que tal não seja possível devem constituir uma estrutura com estabilidade autónoma. Esta preocupação de segurança exclui totalmente a possibilidade de fixar andaimes a cofragens.




ANDAIMES METÁLICOS

Os andaimes metálicos são, hoje em dia, os mais vulgares e quase os únicos a serem empregues em meios urbanos desenvolvidos.
Os andaimes metálicos podem ser classificados em dois grandes grupos designados por andaimes de pés fixos e pés móveis, podendo ainda qualquer dos grupos ser constituído por tubos e acessórios ou elementos pré-fabricados.
Regra geral a montagem e desmontagem destas estruturas são exclusivo de empresas especializadas que assumem também a responsabilidade destas operações.

A versatilidade destes sistemas reside na versatilidade das uniões e/ou encaixes susceptíveis de satisfazer as mais variadas situações quaisquer que sejam as posições e ângulos dois tubos. Existem no mercado vários sistemas patenteados sendo os princípios base bastante idênticos.

Sendo a situação mais frequente a que corresponde à montagem da estrutura ser efectuada por firma especializada para ser utilizada por outros trabalhadores convirá divulgar algumas normas gerais sobre sete tipo de estruturas.

Uma regra fundamental a respeitar é que não devem nunca associar-se elementos de patentes diferentes num mesmo andaime. Na realidade peças que às vezes parecem ter uma adaptação perfeita quando submetidas a esforços mostram que não foram concebidas para trabalharem em conjunto e quando isto acontece regra geral é sob a forma de acidente.

Muitas vantagens impuseram no mercado as estruturas metálicas sendo de salientar:
- Adaptam-se a todo o tipo de obras.
- Resistem a esforços elevados em problemas de flexão e rotura.
- São de montagem e desmontagem fácil e rápida.
- São leves .
- Necessitam de pouca mão de obra
- Têm longa duração
- São agradáveis à vista.



CLASSIFICAÇÃO DOS ANDAIMES DE ACORDO COM A FUNÇÃO:

- Andaimes para construção – Quando se destinam a possibilitar a construção de uma obra
- Andaimes de conservação – Quando se destinam apenas a obras de conservação e portanto com uma utilização mais reduzida no tempo
- Andaimes de serviço – Quando se destinam a satisfazer as necessidades de circulação e trabalho do pessoal.
- Andaimes de segurança – Quando se destinam a impedir ou minorar os efeitos das quedas de trabalhadores, de materiais de construção e ferramentas. Estes andaimes podem ser concebidos para proteger o trabalhador, o público ou ambos.
- Andaimes de torre – São formados por uma estrutura com uma área de implantação muito reduzida em relação à altura da estrutura (ex: Construção de chaminés) que têm como principal problema a estabilidade.

- Andaimes de carga ou sustentação – Destinam-se a suportar o peso próprio da obra. São estruturas que servem de apoio a cofragens e depois da betonagem suportam o impulso das peças betonadas e cuja concepção se afasta dos outros tipos de andaimes.



NOMENCLATURA DOS ANDAIMES

Os andaimes são compostos por elementos que, regra geral, se adaptam aos diversos tipos de andaimes.
- Prumos – Elementos verticais destinados a suportar os esforços transmitidos pelas outras peças do andaime e transmiti-las ao solo. Os andaimes têm geralmente duas fiadas de prumos.
- Tábuas de pé ou plataformas – Podem ser de madeira ou metálicas e servem de plano de circulação dos trabalhadores e por vezes apoio a ferramentas e algum material de construção.
- Travessas – São elementos horizontais que servem para travar os prumos na direcção perpendicular ao plano do andaime ligando as duas fiadas de prumos e servindo de apoio às plataforma/tábuas de pé.
- Guarda corpos – Elementos horizontais dispostos paralelamente às plataformas situadas 90 cm acima daquelas cuja principal função é proteger o trabalhador de quedas do andaime mas que também serve para assegurar o travamento longitudinal do andaime.
- Guarda cabeças ou rodapé - Elementos horizontais dispostos ao longo das plataforma que se destinam a impedir a queda de objectos colocados sob as plataformas.
- Travessas ou diagonais – Destinam-se a assegurar o travamento longitudinal do andaime.



MONTAGEM E DESMONTAGEM DOS ANDAIMES

A construção, desmontagem, e modificação de andaimes são operações que pressupõem conhecimentos especializados e devem por isso ser efectuadas por pessoal habilitado nessa matéria dirigido por técnico responsável.

Antes da montagem de um andaime as peças que o compõem devem ser cuidadosamente inspeccionadas rejeitando-se todas as que não obedecerem às condições de segurança exigidas.
Por outro lado devem fazer-se cuidadosas inspecções periódicas ou quando a utilização do andaimes for interrompida por mais de 8 dias. De qualquer forma o carácter provisório de um andaimes aconselha que o seu estado de conservação seja frequentemente avaliado pois muita vezes é necessário algum tempo de utilização para que defeitos já existentes se tornem aparentes.

 Video (Montagem de um andaime de fachadeiro):



CONTENÇÕES PERIFÉRICAS



CONTENÇÕES PERIFÉRICAS
Elementos da estrutura que tem como função o suporte do terreno e parte da estrutura.
  • Permitem a valorização dos terrenos nos grandes centros 
  • Obrigatoriedade de se criarem espaços para o estacionamento automóvel 
  • Aumento da procura de espaços comerciais

Tipos de Contenções:
  1. Estacas moldadas 
  2. Paredes moldadas 
  3. Paredes do tipo “Berlim” ou “Munique” 
  4. Pregagens 
  5. Poços

  1. ESTACAS MOLDADAS
– estacas moldadas contra o terreno são aquelas em que é o próprio terreno que enforma as estacas, independentemente de se utilizar ou não tubo moldador.

1.1.            CORTINAS DE ESTACAS (parede descontínua de estacas pouco distanciadas entre si (podendo mesmo intersectar-se).
  • Secantes 
  • Tangentes 
  • Espaçadas
  
CORTINA DE ESTACAS MOLDADAS

A técnica das cortinas moldadas tem essencialmente dois tipos de utilização:

 


- Elemento resistente de contenção periférica


 - Elemento de fundação de estruturas



  • Cortina de estacas espaçadas
  Espaçamento - cerca de 1,5 m

Vantagens:
- São mais económicas por metro de largura de cortina
- Oferecem uma boa flexibilidade, em termos de tipos de estacas e respectivos diâmetros
- As estacas de grande diâmetro oferecem uma elevada rigidez
- São facilmente incorporadas em trabalhos permanentes
- Podem ser projectadas para suportar cargas verticais

Desvantagens:
- Obrigam quase sempre à colocação de ancoragens
- Só são aplicáveis em solos relativamente estáveis


  • Cortina de estacas tangentes ou contíguas

As estacas têm espaçamentos de 75 a 100 mm.
Utilizam-se principalmente em solos argilosos onde a afluência de água não constitui problema




  • Cortina de estacas secantes
Apropriadas quando:
- Nível freático é elevado
- Solos com diminuta coesão
- Necessária estanquidade
São mais caras e exigem mais tempo para a sua execução

  •   Cortinas de Estacas Moldadas
Vantagens (CORTINAS DE ESTACAS MOLDADAS):
- Podem ser recolhidas amostras dos solos atravessados e atingidos que são comparadas com os dados do projecto
- Existe uma grande variedade de diâmetros disponíveis
- Podem ser executadas a grandes profundidades
- Podem ser executadas sem muito ruído e sob condições de pé direito limitado

Desvantagens (CORTINAS DE ESTACAS MOLDADAS):
- Existe a possibilidade de se dar o estrangulamento em solos moles ou soltos
- Torna-se difícil garantir a verticalidade
- O controlo de qualidade em termos de dimensões da secção transversal e de recobrimento das armaduras é muito problemático
- Há dificuldades de betonagem debaixo de água, o betão não pode ser inspeccionado após a colocação


    • a. Cortina de estacas moldadas – trado contínuo

1. Perfuração com trado contínuo até à profundidade desejada
2. Extracção do trado contínuo em simultâneo com bombagem de betão através do veio oco do trado.
3. Introdução da armadura no betão

Vantagens (Trado Continuo):
- Processo mais económico e de mais fácil e rápida execução
- Não dá origem a vibrações e os níveis de ruído são baixos

Desvantagens (Trado Continuo):
- Não sabe com precisão qual o diâmetro e quais as características da estaca
- Não se garante o posicionamento exacto das armaduras nem o recobrimento destas
- Em zonas sísmicas, os esforços de corte introduzidos na fronteira entre as camadas mais e menos rígidas são significativas, o que desaconselha o uso deste método construtivo

    • b. Cortina de estacas moldadas com tubo moldador recuperável
1. Cravação do tubo moldador formado por troços acoplados
2. Remoção do solo no interior do tubo
3. Formação da base alargada com auxílio do martelo – pilão
4. Colocação da armadura e betonagem de baixo para cima
5. Remoção do tubo moldador

Vantagens(Tubo moldador recuperável):
- Custos baixos de instalação do equipamento
- O equipamento pode funcionar em espaços limitados e de difícil acesso
- As estacas têm boa capacidade de carga

Desvantagens(Tubo moldador recuperável):
- Custo elevado por metro de estaca
- Este método não é adequado para solos sem coesão e situados abaixo do nível freático
- A variedade de dimensões das estacas está muito limitada aos tubos moldadores disponíveis.



2. PAREDES MOLDADAS
- Elemento resistente de contenção periférica
- Cortina à penetração da água em solos em que o nível freático é elevado
- Elemento de fundação de estruturas
- Elemento parede com fins resistentes

TIPOS:
- Parede moldada contínua
- Parede moldada contínua executada apenas em zonas de terreno menos consistente
- Parede moldada contínua na parte superior e com barretas na parte inferior
- Parede moldada descontínua


Processo Construtivo

- Muros guia orientam o equipamento de escavação e criam uma canalização à suspensão bentonítica
- Montagem do sistema de preparação, distribuição e recuperação da calda
- Escavação, feita com balde de maxilas ou trado e câmpanula de sucção (2m de largura do equi.)
- Colocação dos tubos-junta – execução dos diversos painéis de uma parede(sequencial ou alternado)


- Colocação das armaduras (previamente preparada em estaleiro – prever os locais de amarração das armaduras e locais de atravessamento (colocando negativos))
- Betonagem – lança-se o betão no fundo da escavação, a bentonite é removida devido à maior densidade, todo o painel deve estar betonado antes de reacções de presa


- ANCORAGENS
Sistemas que transmitem uma força de tracção da estrutura principal ao terreno envolvente; compostos por uma cabeça de ancoragem, um comprimento de amarração, estabelecido por injecção de calda, e por um comprimento livre.





- BARRETAS
 Quando os terrenos apresentam melhoria da resistência à medida que aumenta a profundidade poder-se-á considerar a utilização da Parede moldada contínua na parte superior da cave e Barretas na parte inferior.
As barretas utilizam-se ainda em substituição das estavas para situações em que existem forças horizontais importantes.


 3. PAREDES TIPO BERLIM OU MUNIQUE

Campo de aplicação:
- Contenções periféricas de edifícios em zonas urbanas
- Contenções provisórias (Parede de Berlim)
- Não existência de edifícios periféricos susceptíveis de assentamentos
- Terrenos de compacidade/coesão média ou média/baixa (auto-sustentável em painéis de pequena largura e altura – 2 a 4 m)
- Terrenos acima do nível freático

Processo Construtivo PAREDES DE BERLIM:
- Escavação geral (escavação em talude no centro de área de escavação sem que haja possibilidade de deslizamentos)
- Introdução dos perfis metálicos, afastados entre si 0,6 a 1m e 2,0 abaixo da cota inferior das fundações
- Execução da Viga de Coroamento (assegura a transmissão de esforços, garante a ligação dos vários perfis entre si, nem sempre é colocado, sendo que as ancoragens e escoramento, desempenham essa função)
- Escavação e introdução de elementos de entivação (devem estas isentos de defeitos ou fracturas, são pranchas de madeira ou barrotes), deve evitar o desmoronamento do terreno, executado por painéis de 0,3 a 1,5 m entre cada dois.
- Criação dos escoramentos e ancoragens, controlam a deformação da parede e evitam a rotura do perfil metálico
- Execução da Superestrutura, realizada no interior da contenção, as paredes de Berlim pode servir cofragem das paredes do edifício. Depois da superestrutura construída deve-se retirar a entivação, preenchendo o espaço com solo bem compactado.

Equipamento: - Retro-escavadora, - Grua, - Trado, - Equipamento de injecção, - Equipamento de preparação da calda, - Macacos hidráulicos.

Processo Construtivo PAREDES DE MUNIQUE:
- Escavação geral (escavação em talude no centro de área de escavação sem que haja possibilidade de deslizamentos)
- Introdução dos perfis metálicos, afastados entre si 1,5 a 3,0m e 2,0 abaixo da cota inferior das fundações
- Execução da Viga de Coroamento (assegura a transmissão de esforços, garante a ligação dos vários perfis entre si)
- Aberta uma vala na zona da viga onde é colocada areia (evitando o contacto do betão com o terreno e protegendo as armaduras de espera)
- Execução dos Painéis Primários (escavação, aprumo de escavação e aplicação do dreno, colocação de uma camada de areia e terra, preparação e colocação da armadura, e cofragem do painel, betonagem, descofragem e execução da ancoragem)
- Execução dos Painéis Secundários, podem ser escavados com larguras superiores (aos anteriores) e não precisam da realização de ancoragens)
- Execução dos Painéis terciários, situados nos cantos, prescindem de ancoragens tirando partido do escoramento de canto.
- Execução dos restantes Painéis nos restantes níveis
- Execução da Sapata de Fundação
- Execução da Superestrutura
- Desactivação das Ancoragens

VANTAGENS (Paredes de Munique):
- Economia
- Facilidade de manobra e de construção sem necessidade de equipamento e mão-de-obra especializado
- Dispensa de cofragens (nas paredes de BERLIM)
- Não exige grande área de estaleiro
- Paredes de Munique, Lisboa têm bom acabamento interior (devido à cofragem)
- Devido à pequena espessura das paredes de Munique, há bom aproveitamento do interior

DESVANTAGENS(Paredes de Munique):
- Processo moroso e com fracos rendimentos (Paredes de Munique)
- Mau desempenho na presença de água no solo
- Paredes de Munique não asseguram a estanquidade
- Pela sua flexibilidade, podem originar descompressão dos solos que pode causar assentamentos nos edifícios vizinhos
- Os terrenos tem de ter alguma consistência para manterem em talude vertical (durante um tempo limitado)
- Cravação de perfis metálicos dá origem a vibrações





4. PREGAGENS
 Técnica de reforço dos solos “in situ” por barras de aço, com o fim de aumentar a resistência à tracção e ao corte do solo.

Campos de Aplicação:
- Confinamentos sem cargas importantes na periferia
- Terrenos com ausência de água

Processo Construtivo:
- Escavação de uma primeira camada
- Colocação da armadura e aplicação do betão projectado
- Execução das pregagens
- Escavação da segunda camada


5. POÇOS
Utilização de Poços como solução de contenção periférica justifica-se quando, se pretende que o plano de contenção fique no prolongamento do plano de uma parede antiga, já existente, na parte superior da obra a construir. São boa alternativa às PREGAGENS



ACOMPANHAMENTO DE UMA OBRA ATRAVÉS DE FOTOS