MERCADO IMOBILIÁRIO - 6.7.2017

TEMA DA PALESTRA: “Atuais desafios e Oportunidades do Mercado Imobiliário"

DATA: 6 de Julho de 2017, das 18h30 às 20h

LOCAL:  A palestra realizar-se-á Sala C0.22 do edifício Ferreira Cardoso (Piso 0) no ISEL

PROGRAMA: 
18.30-19.00 - Apresentação do Curso de Pós Graduação em Avaliação de Ativos Imobiliários: Objectivos, Competências, Plano de Estudos e Outros Aspetos Filipe Vasques - Coordenador da PG e Professor Adjunto no ISEL 
19.00-20.00 - Palestra e Discussão sobre o Tema: “Atuais Desafios e Oportunidades do Mercado Imobiliário para os Avaliadores no Contexto da Nova Regulação” Paulo Gonçalves - Docente do Curso e Diretor Whitestar Properties 
Entrada Livre | Inscrição para o email: formacao@ceec.pt

SISTEMAS AVAC - 16.11.2016

TEMA DO SEMINÁRIO: Condutas de Ventilação e Unidades de Tratamento de Ar em Sistemas de AVAC.
DATA:16 de Novembro de 2016, das 17h30 às 20h00
LOCAL: O seminário realizar-se-á na sala M0.38 do Edifício M do ISEL (edifício de Mecânica). VER AQUI - CAMPUS
PROGRAMA:
Breve apresentação da empresa Sandometal, com especial ênfase no sector AVAC
  • Sistemas de AVAC - Condutas de Ventilação
    • Tipos de condutas e as suas caraterísticas
    • Dimensionamento - Caso Prático
  • Sistemas de AVAC - Unidades de Tratamento de Ar
    • Certificação EUROVENT
    • Legislação aplicável
    • Apresentação de Software de dimensionamento SAHS - Caso Prático

ORADOR(A): 
Engª Helena Ribeiro, licenciada em Engenharia Mecânica (pré-bolonha) pelo Instituto Superior Técnico (IST), no ramo de Termodinâmica Aplicada. Desempenha desde Outubro de 2012 as funções de Diretora Comercial na Sandometal, S.A., onde já foi responsável pelo Departamento de Orçamentação de Setembro de 2005 a Outubro de 2012.
INSCRIÇÃO: Para todos os interessados, a inscrição no seminário é gratuita e aberta a todos os alunos do ISEL, para isso basta preencher o seguinte formulário, INSCRIÇÃO AQUI.

INFORMAÇÃO: Aos alunos que participem em 75% dos seminários promovidos ao longo do ano letivo, será entregue um certificado de participação no ciclo de seminários técnicos em Engenharia Mecânica promovido pelo CEEM, para mais informações ou esclarecimentos, deverá  contatar o secretariado do CEEM, atráves dos seguintes contatos:
tlf: 218317083
email:ceem@dem.isel.pt.

PADRE HIMALAYA

 Manuel António Gomes, nascido a 9 de Dezembro de 1868, em Santiago de Cendufe - Arcos de Valdevez, mais conhecido por Padre Himalaya (alcunha herdade no tempo de seminário, devido à sua elevada estatura).
De espírito curioso, cedo desenvolveu interesses na mais diversas áreas, como Agricultura, Ecologia, Educação, Filosofia, Religião ou Economia. Foi Sacerdote Católico, Cientista e Inventor, pioneiro do aproveitamento da Energia Solar e introdutor em Portugal do interesse pelas Energias Renováveis. Foi vegetariano e defensor da Naturopatia em particular da Filoterapia e da Hidroterapia.

Enquanto aluno do Seminário de Braga, sabendo da associação que os pastores faziam entre a abundância de trovoadas e a fertilidade do solo, relacionou o aumento da fertilidade do solo, com a fixação de azoto atmosférico por efeito de raios, o que julgou poder reproduzir utilizando a ENERGIA SOLAR concentrada por espelhos ou lentes.

Em 1889, iniciou a sua busca pelo método mais adequado para aumentar naturalmente a fertilidade dos solos, através da captação do Azoto atmosférico. Para isso, desenvolveu um aparelho capaz de transformar o azoto livre em sais azotados derivados da amónia.
Padre Himalaya ao lado do PIRELIÓFORO

A questão da síntese do amoníaco, despertou um enorme interessa na área da investigação química, e o Padre Himalaya associou-se a um percurso que teria o seu desfecho em 1910 com a concessão da patente da síntese de Haber-Bosch. Por outro lado, o seu interesse na separação dos componentes do ar atmosférico, como forma de extrair o azoto, também se interliga com a investigação de ponta para a época, em particular, com os trabalhos do Professor Carl Von Linde, que em 1895, começou a desenvolver o processo de liquefazer o ar por arrefecimento em contracorrente que está na base do ciclo Hampson-Linde.


Consciente das dificuldades práticas que impediam a síntese dos compostos azotados a partir do azoto molecular, o Padre Himalaya, optou por utilizar a ENERGIA SOLAR, concentrada, com recurso a um aparelho ótico adequado, de forma a conseguir criar as condições ideias (temperaturas elevadas) que se verificam  em torno dos raios das descargas elétricas das trovoada. A ideia de utilizar a ENERGIA SOLAR, surgiu da leitura de um artigo publicado pelo períodico "A Província" de Janeiro de 1888, que descrevia as experiências realizadas por Augustin Mouchot, o inventor que criou um forno solar. Surgindo  assim o PIRELIÓFORO (na grafia do grego: pyros, "fogo" + helios, "sol" + pheros, "que traz"), que significa "eu trago o fogo do sol"
PIRELIÓFORO

O PIRELIÓFORO, era uma estrutura de aço de 13 metros de altura e com uma larga superfície de 80 metros quadrados, formada por milhares de pequenos espelhos que reflectiam a luz do Sol num pequeno forno onde se fundiam rochas e metais, a uma temperatura que ascendia aos 3500 graus Celsius.
O pyrheliophoro foi montado sobre carris circulares de forma a permitir a sua orientação em direcção ao Sol e o seguimento do seu movimento diurno. Dado o interesse estratégico da experiência, os testes foram acompanhados por Étienne Bazeries, oficial que se tinha notabilizado no campo da criptografia.
O modelo de pirelióforo utilizado em Castel d'Ultrera consistia numa lente de Fresnel, com 7 m de diâmetro, que formava uma campânula metálica em forma de calote esférica, suspensa na estrutura por dois eixos ortogonais, os quais permitiam a orientação vertical e horizontal da estrutura em função da posição do Sol. Na estrutura, a lente metálicaera uma lente de Fresnel constituída por um conjunto de anéis metálicos concêntricos recobertos lateralmente por pequenos espelhos que desviavam a luz solar, por reflexão, por forma a que esta incidisse na boca de um pequeno forno refractário localizado no ponto focal da estrutura. Os ensaios realizados permitiram atingir temperaturas superiores a 1 500 °C, suficientes para fundir o ferro, num processo que o Padre Himalaia considerava como o primeiro passo na obtenção de fertilizantes nitrosos.
Apesar do protótipo não ter atingido as temperaturas pretendidas, ainda assim os resultados foram animadores, o que permitiu manter o interesse dos investidores. 

Para além do pireliófero e da himalayite, o Padre Himalaya foi ainda o inventor de um motor directo e de um turbo-motor, uma farinha alimentar à base de crustáceos e farelo, e um sistema de reciclagem e transformação de esgotos em adubos. Por tudo isto, não será um exagero concluir que o Padre Himalaya foi um pioneiro no domínio da inovação científica, tendo inaugurado, em Portugal, há cerca de cem anos atrás, o conceito de desenvolvimento ecologicamente sustentado.




Padre Himalaia - À Porta da História - Documentários - História - RTP





UTOPIA


UTOPIA é a realização do sonho de uma empresa portuguesa de desenvolvimento de software, a PLAKO, que ambicionou, estar sediada num espaço com o menor impacto possível para o meio ambiente, através de técnicas sustentáveis. Para isso foram reutilizados cerca de 2 000 pneus com terra, para fazer as paredes da nova sede, que vão ser preenchidas com argamassa, cal, areia e cerca de 11 000 latas de refrigerante usadas. A obra deverá estar concluída no final do trimestre de 2016.
Esta ideia surgiu em 2010, na altura a Plako estaria sediada no centro de Braga, no meio da confusão, um lugar onde se sentia o cheiro a tubo de escapes, complementado com uma bela banda sonora de buzinas e a agitação típica a que o centro de uma cidade tem direito. E nessa altura aperceberam-se da necessidade de mudar de instalações, de uma zona urbana para uma zona rural, um sítio que conferisse maior tranquilidade aos seus trabalhadores.



Para a criação deste projeto, a PLAKO, conta com o apoio da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, bem como a Universidade do Minho e a Quercus.


A nova sede estará localizada em Águas Santas, junto ao rio Cávado, na Póvoa de Lanhoso, no meio de um terreno com mais de um hectare da região do Minho.

Para a construção do complexo de escritórios, usou-se uma técnica de construção (EARTHSHIP) desenvolvida na década de 70, pelo eco-arquiteto americano Michael Reynolds. Todo o edifício ficará suspenso no ar através de 34 pilares para facilitar a circulação do ar, melhorar a eficiência energética das instalações, e reduzir a impermeabilização dos solos.


O tecto será construído por meio do recurso a vigas e tábuas de madeira, com um coberto vegetal no topo do mesmo. Ao nível dos acabamentos o edifício irá contar com um revestimento em cortiça no exterior e reboco à base de argila para as paredes interiores.


Este projeto não se preocupa apenas com as técnicas de construção, mas também com a toda envolvência do edifício. Pretende satisfazer grande parte das necessidades da cantina a partir de uma estufa onde estão a ser criados legumes para consumo.



O edifício será rodeado por uma mancha de árvores de espécies autóctones de folha caduca, que será devidamente respeitado e protegido.

Para atingir o objetivo de impacto zero no ambiente, a empresa, está também a prever a reutilização das águas pluviais para rega, o aquecimento de águas a partir da energia solar, microgeração, reciclagem e domótica.



Conheça um pouco mais do projeto: http://utopia.plako.net/

PONTE 25 DE ABRIL

Ponte Golden Gate - São Francisco, Califórnia
Apesar de semelhança inegável, esta imagem não retrata a ponte 25 de Abril, que faz a ligação Lisboa-Almada.
Trata-se sim, da Golden Gate Bridge, localizada em São Francisco, Califórnia. Estas duas pontes gémeas estão separadas por um Oceano, e apesar de tudo têm as suas diferenças, não só em relação à sua localização, altura, dimensão do tabuleiro, como ao facto de terem sido construídas em anos diferentes, a Golden Gate Brigde em 1937, já a Ponte 25 de Abril foi construída em 1966, e sim comemora este ano,6 de Agosto de 2016, 50 anos de vida útil.



Lisboa e Almada ficaram mais próximas a 6 de  agosto de 1966, quando a agora chamada Ponte 25 de Abril nasceu no alto dos seus 70 metros acima do rio Tejo. (Ferreira, s.d.).
100 Milhões de pessoas, por toda a Europa, colaram-se ao ecrã de seus televisores, para assistirem à inauguração da maior ponte do Continente (da altura).

Fim do discurso do General França Borges, então presidente da Câmara Municipal de Lisboa:
“- Obrigado Professor Oliveira Salazar, por ter dado a Portugal a plenitude da sua vida!
- Obrigado, por nos ter salvo da bancarrota e do comunismo.
- Obrigado, por nos ter concedido, ao longo de quatro décadas de sã administração, riqueza material, justiça social, paz, ordem, disciplina e prestígio.
O Tejo, a velha estrada de Lisboa, está em festa.
Na verdade, o Tejo, a velha estrada de Lisboa, tem razão para gritar connosco:
Muito Obrigado Professor Salazar

Por nos ter dado também a Ponte Salazar”


 
O primeiro automóvel a circular no tabuleiro da Ponte Salazar, um percurso de 2300 metros, foi um carro da Polícia de Viação e Trânsito, que fazia a escolta ao carro onde seguia a mulher de Américo Tomás, Presidente da República.

O primeiro carro civil, foi um Austin Seven (Morris Mini), conduzido por Carlos Braz, motorista de profissão, que por mera acaso, conseguiu no meio da barafunda da altura, ser o primeiro popular a atravessar a ponte sobre o Tejo, na tarde de dia 6 de agosto de 1966. "Sem dúvida já falei sobre isto mais de 100 vezes, mas para mim será sempre o recordar de um dia fantástico, em que fui o primeiro a passar a ponte Salazar! Valeu a pena e deixei o meu marco na história", (Tavares, 2016)


Características técnicas da Ponte 25 de Abril (wikipédia, s.d.)
  • 1 012,80 metros de comprimento do vão principal
  • 2 277,64 metros de distância de amarração a amarração
  • 70 metros de altura do vão acima do nível da água
  • 190,47 metros de altura das torres principais acima do nível da água (o que a torna a segunda mais alta construção de Portugal e uma das pontes mais altas da Europa, com o viaduto de Millau em França)
  • 58,6 centímetros de diâmetro de cada cabo principal
  • 11 248 fios de aço com 4,87 milímetros de diâmetro, em cada cabo (o que totaliza 54,196 quilómetros de fio de aço)
  • 79,3 metros de profundidade, abaixo do nível de água, no pilar principal, Sul
  • 30 quilómetros de rodovias nos acessos Norte e Sul com 32 estruturas de betão armado e pré-esforçado
  • Estes resultados foram obtidos com a aplicação de 263 000 metros cúbicos de betão e 72 600 toneladas de aço.



 Filmes: Inauguração da Ponte Salazar (Ponte 25 de Abril):






[Fonte: LNEC e YouTube]

ANDAIMES


Andaime é uma estrutura provisória e auxiliar que vai permitir o contacto directo com elementos de uma obra fora do alcance do trabalhador,  tem de ser construído de acordo com todos os princípios de estabilidade e segurança.
Em Portugal é obrigatório o uso de andaimes sempre que um trabalho se efectua a mais de 4 metros do solo ou de uma superfície contínua que ofereça condições de segurança para que sobre ela sela montado um andaime.



No que se refere ao material de construção, os andaimes podem ser de:
- Madeira, 
- Metálicos
- Mistos 
No entanto os de madeiras, praticamente já não se utilizam.


Seja qual for o tipo de material usado na concepção dos elementos do andaime, estes devem respeitar as seguinte condições:
- segurança
- Facilidade e rapidez de montagem e desmontagem
- Leveza.
- Possibilidade de reutilização e adaptação a obras com características diferentes.

Relativamente à primeira condição (segurança) deve referir-se que os andaimes devem ser solidários com a construção (ancorados) ou nos casos em que tal não seja possível devem constituir uma estrutura com estabilidade autónoma. Esta preocupação de segurança exclui totalmente a possibilidade de fixar andaimes a cofragens.




ANDAIMES METÁLICOS

Os andaimes metálicos são, hoje em dia, os mais vulgares e quase os únicos a serem empregues em meios urbanos desenvolvidos.
Os andaimes metálicos podem ser classificados em dois grandes grupos designados por andaimes de pés fixos e pés móveis, podendo ainda qualquer dos grupos ser constituído por tubos e acessórios ou elementos pré-fabricados.
Regra geral a montagem e desmontagem destas estruturas são exclusivo de empresas especializadas que assumem também a responsabilidade destas operações.

A versatilidade destes sistemas reside na versatilidade das uniões e/ou encaixes susceptíveis de satisfazer as mais variadas situações quaisquer que sejam as posições e ângulos dois tubos. Existem no mercado vários sistemas patenteados sendo os princípios base bastante idênticos.

Sendo a situação mais frequente a que corresponde à montagem da estrutura ser efectuada por firma especializada para ser utilizada por outros trabalhadores convirá divulgar algumas normas gerais sobre sete tipo de estruturas.

Uma regra fundamental a respeitar é que não devem nunca associar-se elementos de patentes diferentes num mesmo andaime. Na realidade peças que às vezes parecem ter uma adaptação perfeita quando submetidas a esforços mostram que não foram concebidas para trabalharem em conjunto e quando isto acontece regra geral é sob a forma de acidente.

Muitas vantagens impuseram no mercado as estruturas metálicas sendo de salientar:
- Adaptam-se a todo o tipo de obras.
- Resistem a esforços elevados em problemas de flexão e rotura.
- São de montagem e desmontagem fácil e rápida.
- São leves .
- Necessitam de pouca mão de obra
- Têm longa duração
- São agradáveis à vista.



CLASSIFICAÇÃO DOS ANDAIMES DE ACORDO COM A FUNÇÃO:

- Andaimes para construção – Quando se destinam a possibilitar a construção de uma obra
- Andaimes de conservação – Quando se destinam apenas a obras de conservação e portanto com uma utilização mais reduzida no tempo
- Andaimes de serviço – Quando se destinam a satisfazer as necessidades de circulação e trabalho do pessoal.
- Andaimes de segurança – Quando se destinam a impedir ou minorar os efeitos das quedas de trabalhadores, de materiais de construção e ferramentas. Estes andaimes podem ser concebidos para proteger o trabalhador, o público ou ambos.
- Andaimes de torre – São formados por uma estrutura com uma área de implantação muito reduzida em relação à altura da estrutura (ex: Construção de chaminés) que têm como principal problema a estabilidade.

- Andaimes de carga ou sustentação – Destinam-se a suportar o peso próprio da obra. São estruturas que servem de apoio a cofragens e depois da betonagem suportam o impulso das peças betonadas e cuja concepção se afasta dos outros tipos de andaimes.



NOMENCLATURA DOS ANDAIMES

Os andaimes são compostos por elementos que, regra geral, se adaptam aos diversos tipos de andaimes.
- Prumos – Elementos verticais destinados a suportar os esforços transmitidos pelas outras peças do andaime e transmiti-las ao solo. Os andaimes têm geralmente duas fiadas de prumos.
- Tábuas de pé ou plataformas – Podem ser de madeira ou metálicas e servem de plano de circulação dos trabalhadores e por vezes apoio a ferramentas e algum material de construção.
- Travessas – São elementos horizontais que servem para travar os prumos na direcção perpendicular ao plano do andaime ligando as duas fiadas de prumos e servindo de apoio às plataforma/tábuas de pé.
- Guarda corpos – Elementos horizontais dispostos paralelamente às plataformas situadas 90 cm acima daquelas cuja principal função é proteger o trabalhador de quedas do andaime mas que também serve para assegurar o travamento longitudinal do andaime.
- Guarda cabeças ou rodapé - Elementos horizontais dispostos ao longo das plataforma que se destinam a impedir a queda de objectos colocados sob as plataformas.
- Travessas ou diagonais – Destinam-se a assegurar o travamento longitudinal do andaime.



MONTAGEM E DESMONTAGEM DOS ANDAIMES

A construção, desmontagem, e modificação de andaimes são operações que pressupõem conhecimentos especializados e devem por isso ser efectuadas por pessoal habilitado nessa matéria dirigido por técnico responsável.

Antes da montagem de um andaime as peças que o compõem devem ser cuidadosamente inspeccionadas rejeitando-se todas as que não obedecerem às condições de segurança exigidas.
Por outro lado devem fazer-se cuidadosas inspecções periódicas ou quando a utilização do andaimes for interrompida por mais de 8 dias. De qualquer forma o carácter provisório de um andaimes aconselha que o seu estado de conservação seja frequentemente avaliado pois muita vezes é necessário algum tempo de utilização para que defeitos já existentes se tornem aparentes.

 Video (Montagem de um andaime de fachadeiro):



ENGª NORA STANTON BLATCH


Nora Stanton Blatch Barney, nasceu a 30 de Setembro de 1883, Basingstoke, Reino Unido, faleceu a 18 de Janeiro de 1971, Greenwich, Connecticut, EUA.

Pertenceu a uma família de Sufragistas, de mulheres que lideram movimentos pela igualdade dos direitos das mulheres e desde cedo seguiu os passos da sua avó, Elizabeth Cady Stanton e de sua mãe Harriot Stanton Blatch.

(da esquerda para a direita) Nora Blatch Stanton DeForest Barney, Elizabeth Cady Stanton, Harriot Stanton Blatch
Nora Stanton Blatch Barney, nasceu em Hampshire, e foi a PRIMEIRA MULHER A TORNAR-SE ENGENHEIRA CIVIL nos Estados Unidos da América, formou-se em 1905 na Universidade de Cornell. Nesse mesmo ano, Nora, foi a primeira mulher, a ser aceite como membro da Sociedade Americana de Engenheiros Civis. Trabalhou durante um ano (1905-1906) para a Companhia da Ponte Americana (American Bridge Company) e no Conselho de Abastecimento de Água, da cidade de Nova Iorque.
Lee De Forest "Father of Radio"
Acabou por fazer cursos de Matemática e Eletricidade na Universidade da Columbia, para poder trabalhar como assistente no Laboratório de Lee de Forest, inventor do rádio pioneiro, rádio tubo de vácuo. Casou com Forest em 1909, o casamento durou 2 anos, foi Blatch que exigiu o divórcio o Forest veio comentar no New York Times, que o divórcio deveu-se a Nora "era toda mentalidade e ambição", disse que ela "insistia em continuar a sua carreira como engenheira hidráulica", numa altura em que a profissão exigida das mulheres era serem donas de casa. O título da entrevista foi "Warns Wives of Careers" (Advertências das carreiras das esposas) Forest disse ainda que as mulheres começam a sacrificar a sua vida de donas de casa para se dedicarem a uma causa profissional. Nora, como sufragista, dedicada à emancipação da mulher e do seu papel na sociedade, não aguentou os ideais do seu ex esposo.




Rhoda Jenkins e Nora Stanton Blatch
Depois de retornar à cidade de Nova Iorque, Nora Blatch, trabalhou como Engenheira Assistente na Empresa Radley, de construção de aço, de 1909 a 1912. E por vários anos foi Engenheira Assistente da Comissão do Serviço Público de Nova Iorque (desde 1912). Começo a trabalhar em part-time (em 1914), como Arquiteta e Projetista em Long Island. Em 1916 ganhou notoriedade quando apresentou um processo contra a Sociedade Americana de Engenheiros Civis, que determinaram que Nora Blatch não poderia mais ser membro da Associação, porque tinha passado a idade de ter o estatuto de Junior. Nora perdeu a causa em tribunal.

Em conjugação com a sua vida profissional, Nora dedicou o seu tempo à causa sufragista. Fundou um clube de sufragistas em 1909 até 1917. Tornou-se presidente em 1915 da União Política das Mulheres, sucedendo à sua mãe e editou a "Organização Política Mundial das Mulheres".
Em 1919, casou com Morgan Barney, um Arquiteto ao Serviço da Marinha. E mudou-se para Greenwich, Connecticut. Manteve a sua vida política ativa nos últimos anos da sua vida, escrevendo panfletos "Mulheres são Seres Humanos" (1946).